Portugueses reconquistam gigante petroquímico La Seda

Depois de ter sido derrotado pelo fundo de investimento Anchorage no controlo da petroquímica La Seda de Barcelona, Moreira da Silva volta a ter a confiança dos acionista.

Carlos Moreira da Silva, líder do grupo português BA, voltou a reconquistar a liderança da petroquímica La Seda de Barcelona (LSB), afastando a proposta concorrente do fundo de investimento Anchorage.

Os acionistas e credores da LSB tinham dado a confiança a uma proposta feita pelo fundo Anchorage, mas as soluções pretendidas por este fundo e pelos seus representantes na administração da LSB acabaram por perder a confiança dos accionistas, que voltaram a aceitar o projeto industrial que Moreira da Silva apresentou para recuperar o gigante LSB.

A assembleia geral de accionistas da La Seda de Barcelona (LSB) recusou a proposta do fundo Anchorage que pretendia controlar esta sociedade após ficar com 40% da dívida financeira, depois de ter negociado um desconto de 60% à sua compra.

Na assembleia realizada hoje em Barcelona, os accionistas deram como terminado o mandato de administrador da LSB de Jose Luis Morlanes por considerarem que “foi um obstáculo para se conseguir qualquer acordo entre accionistas e credores e pela sua defesa aberta dos interesses económicos do Anchorage face aos direitos e interesses de todos os accionistas e demais credores”.

Morlanes demitiu-se há dias de vicepresidente e presidente em funções do Conselho de Administração da LSB, após o fracasso da resolução do problema da petroquímica.
A assembleia geral nomeou Carlos Moreira da Silva e Jorge Alexandre administradores da LSB em representação da BA PET, titular de 18% do capital social. Com estas nomeações o Conselho fica composto por três independentes e dois representantes da BA PET.

Carlos Moreira da Silva esclarece que nas actuais circunstâncias “ninguém pode considerar-se vencedor de um processo que levou a LSB a solicitar o concurso de credores e que colocou em risco a viabilidade da empresa”.

Para Carlos Moreira da Silva, a decisão da assembleia geral implica uma rejeição frontal das intenções do fundo Anchorage e a reprovação da gestão de alguns administradores.

Na etapa que agora se inicia, Moreira da Silva assinala que “a primeira tarefa do novo Conselho será a de retomar a negociação com o conjunto de credores, garantir o projecto industrial, o emprego e o futuro da LSB”.

A proposta que a BA PET defende para a LSB pretende converter em capital uma parte da dívida financeira, comprometendo-se novamente a subscrever um aumento de capital de 40 milhões de euros, montante que foi identificado como necessário para assegurar a viabilidade do grupo petroquímico.

“É uma proposta muito mais favorável e equilibrada do que a apresentada por Anchorage, uma vez que é apoiada por um sólido plano industrial e pretende satisfazer de forma equilibrada os interesses tanto de accionistas como de credores, e manter a propriedade do grupo LSB”, refere Moreira da Silva.

Fonte: http://expresso.sapo.pt/portugueses-reconquistam-gigante-petroquimico-la-seda=f816544#ixzz2Xov8sPM6

Notícia sugerida por: Maria Taborda Cunha (https://www.facebook.com/maria.tabordacunha?hc_location=stream)

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